sábado, 25 de agosto de 2007

O disco de power pop do ano

O Ash já teve seus grandes momentos, entre os álbuns 1977 e Free All Angels, quando lançava canções que encheriam de orgulho de Buzzcocks e Undertones a Badfinger e Cheap Trick, sem contar seus contemporâneos ligeiramente mais velhos Weezer e Fountains of Wayne. Não há muito para onde avançar na proposta da banda: melodias grudentas sobre uma base francamente punk/hard rock. De qualquer forma, os irlandeses continuam lançando álbuns dignos, mantendo uma carreira regular.
Twilight of the Innocents, mais novo rebento da banda, é o que se espera de um trabalho típico do Ash. Algum peso nas guitarras, belas melodias vocais, catchy songs a todo instante, baladinhas pungentes que fazem com que o ouvinte se sinta com 15 anos... É um som baseado em fórmulas bem manjadas, mas que funciona graças às boas composições de Tim Wheeler. Em alguns momentos, uma audição menos atenta pode fazer com que se confunda algumas passagens com emos genéricos, especialmente no refrão da ótima Blacklisted, mas a banda consegue fugir de tamanha obviedade, caprichando nas cordas da linda End of the world, no pianinho de Polaris e no peso calculado de You can't have it all e I started a fire, sem contar a agridoce Shadows. A variação é pequena entre os álbuns, mas não chega a se caracterizar uma "síndrome de Ramones". E eles ainda são melhores que qualquer American Hi-Fi ou My Chemical Romance, ainda que seus melhores trabalhos já pertençam ao passado.


Youtube: End of the World
Youtube: Polaris
Youtube: You can't have it all
Youtube: I started a fire