Nos anos que se seguiram ao propagado assassínio do rock pela tolerante música eletrônica (não viviam dizendo isso em 1997?), nada mais adequado que os passos da música dos anos 2000s tenham sido guiados por três machos dominantes, nada misóginos na verdade, cada qual à sua maneira: Josh Homme, Jay-Z e Jack White.
Egresso do Kyuss, banda referencial da década passada e pouco conhecida à época, Joshua Michael Homme aprofundou e amadureceu o stoner rock, parindo obras geniais com o Queens of the Stone Age e colaborando com artistas múltiplos e díspares como PJ Harvey, Eagles of Death Metal, Peaches, Death from Above 1979, UNKLE, além de guiar os Arctic Monkeys em seu rito de passagem, produzindo o álbum Humbug (2009).
Já Shawn Corey Carter, mais conhecido como Jay-Z, se tornou o símbolo do que podemos chamar de corporate hip hop, evolução natural e legalizada do gangsta. Unindo ótimas rimas, alguma polêmica com a lei (mas sem levar nenhum tiro ou passar meses no xilindró, que isso é ruim pros negócios) e muito tino comercial, Jay-Z é hoje um dos últimos megavendedores de discos, tem prestígio na comunidade, é temido pelos inimigos, revelou um caminhão de gente (de Kanye West a Rhianna), tem trânsito aberto na América branca (já gravou com Linkin Park e teve parcerias com Chris Martin, do Coldplay, e Paul McCartney). E dorme todas as noites com Beyoncé Knowles.
Por fim, John Anthony Gillis, vulgo Jack White, é talvez o mais prolífico músico do mainstream na década. No duo White Stripes, produziu, tocou e cantou em cinco álbuns ao lado de sua provável ex-mulher Meg e tornou-se influência capital no rock atual. Junto dos Raconteurs (projeto com o pistoleiro solitário do power pop Brendan Benson mais a cozinha dos garageiros Greenhornes), mandou mais dois ótimos discos. E acaba de lançar um interessante trabalho com o Dead Weather, onde é apenas o baterista, ao lado de Alison Mosshart (The Kills), Jack Lawrence (Greenhornes e Raconteurs) e Dean Fertita (músico de apoio do Queens of the Stone Age). Como se não bastasse, produziu várias bandas de menor relevo, como Whirlwind Heat, Von Bondies (com os quais depois veio a se desentender) e os próprios Greenhornes. Ah sim, e ajudou a ressuscitar a esquecida country singer Loretta Lynn com o maravilhoso álbum Van Lear Rose, de 2004. O mais metrossexual dos machos-alfa é, quem diria, um dos mais dominantes no final do jogo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Plágios e plagiadores
Com certeza, Sgt. Peppers' Lonely Hearts Club Band, gravado por vocês-sabem-quem em 1967, recebeu mais "homenagens" ao longo do tempo, mas a capa de Forever Changes (de autoria de Bob Pepper), que os californianos do Love lançaram no mesmo ano, não está muito atrás. Sem grandes esforços de memória, vejamos...

1. Love - Forever Changes: discaço, lugar-comum em qualquer lista de melhores de todos os tempos que se preze. Ficou empoeirado nas lojas quando foi lançado, mas foi sendo revalorizado com o tempo, até passar do status de cult para clássico e obrigatório. Folk rock com tinturas psicodélicas e muito desbunde, a cara do primeiro verão do amor. Conheça Andmoreagain e entenda.
2. The Make-Up - Sound Verité: malucos de Washington conhecidos por seus shows lascivos e pelo som de garagem sujo que praticam. Têm uma influência de r&b e gospel clássicos no som que já fez com que seu estilo fosse chamado de gospedelic. Veja os toscos tocando num clube em Praga aqui.
3. Beachwood Sparks - Once We Were Trees: californiano como o Love, esse extinto grupo praticava um country rock cujo som lembrava mais bandas como Byrds, Flying Burrito Brothers e Moby Grape, mas tinha um belo pezinho no som de seus conterrâneos também. A versão bucólica para By Your Side, de Sade, é maravilhosa.
4. Valderrama 5 - Forever Asses: obscura banda italiana cujo maior mérito é seu original nome. Psicodelia de araque e o típico humor italiano, grosseiro e sem graça. Sinta o drama nesse trecho de uma apresentação ao vivo.
1. Love - Forever Changes: discaço, lugar-comum em qualquer lista de melhores de todos os tempos que se preze. Ficou empoeirado nas lojas quando foi lançado, mas foi sendo revalorizado com o tempo, até passar do status de cult para clássico e obrigatório. Folk rock com tinturas psicodélicas e muito desbunde, a cara do primeiro verão do amor. Conheça Andmoreagain e entenda.
2. The Make-Up - Sound Verité: malucos de Washington conhecidos por seus shows lascivos e pelo som de garagem sujo que praticam. Têm uma influência de r&b e gospel clássicos no som que já fez com que seu estilo fosse chamado de gospedelic. Veja os toscos tocando num clube em Praga aqui.
3. Beachwood Sparks - Once We Were Trees: californiano como o Love, esse extinto grupo praticava um country rock cujo som lembrava mais bandas como Byrds, Flying Burrito Brothers e Moby Grape, mas tinha um belo pezinho no som de seus conterrâneos também. A versão bucólica para By Your Side, de Sade, é maravilhosa.
4. Valderrama 5 - Forever Asses: obscura banda italiana cujo maior mérito é seu original nome. Psicodelia de araque e o típico humor italiano, grosseiro e sem graça. Sinta o drama nesse trecho de uma apresentação ao vivo.
Cópia? Às vezes não, quem sabe?
Da direita para a esquerda: Swell Season - Strict Joy(2009); Richard Ashcroft - Human Conditions(2002); Earlimart - Hymn and Her(2008).
Plágio? Homenagem? Coincidência? Sincronicidade???
Estava pronto para o pior (e achando ter descoberto alguma grande novidade) quando vi o blog abaixo:
Sarcastic tears
Resolvi ficar quietinho...
Just for the record: The Swell Season é um duo de pop acústico (sem grandes atrativos, diga-se), Richard Ashcroft é o vocalista do Verve (mas isso todo mundo já sabia) e Earlimart é uma banda que começou fazendo um pós-punk bem anguloso e evoluiu para um som mais pop nos últimos álbuns (nada demais também).
O grande disco do mangue beat

O termo mangue beat (ou mangue bit) já praticamente caiu em desuso, até por que as bandas de seu espectro que continuam na ativa praticamente se inseriram no cenário pop nacional. Nos quesitos simbolismo e relevância histórica, é inegável que Chico Science e sua Nação Zumbi são os ícones principais do movimento. Melhor divulgação por parte da gravadora, presença de palco marcante em shows arrebatadores, um (falecido) líder com bom papo nas entrevistas, um début bombástico; vários fatores contribuíram para isto. E musicalmente? Da Lama ao Caos e Afrociberdelia são muito bons, mas pecam por uma certa irregularidade, assim como toda a obra pós-Chico Science da banda. O Mundo Livre S.A. sempre ficou meio que relegado ao papel de primo pobre do CSNZ na história, mas, analisando disco a disco, deixou os três registros mais bem acabados daquela estética, que são Samba Esquema Noise, Carnaval na Obra e, principalmente, Por Pouco. Esse último, lançado em 2000, sintetiza à perfeição as intenções da banda e do movimento: cruzamento entre primitivismo e tecnologia, ritmo e ideologia, combatividade e celebração. Tudo isso com uma acessibilidade inédita até então ao som da banda. Vestindo o balanço samba-rock/soul/funk de Jorge Ben e asseclas com uma roupagem pós-punk atual e bastante pop, arrisco a dizer que Fred 04 e cia. fizeram o grande álbum do mangue beat e um dos melhores discos nacionais dessa década que se encerra. E tenho certeza que qualquer afirmação em contrário desaba aos primeiros acordes de Mexe Mexe ou da sublime Meu Esquema.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Spun

Após assistir ao clipe do Rammstein e notar o (discreto) burburinho na rede por sua causa, resolvi ver novamente Spun, também do diretor Jonas Akerlund, antes conhecido pelos clipes que fez para Metallica (Whiskey in the Jar), Prodigy (Smack my Bitch up), Madonna (Music) e muitos outros. Lançado em 2002, Spun foi a estréia de Akerlund em longas-metragens e trata-se de um road movie que narra as desventuras de um viciado em metanfetamina (Jason Schwartzman, ex-baterista da banda Phantom Planet, em seu melhor papel) tentando reencontrar sua namorada, entre um tiro e outro. Mickey Rourke (com visual de lutador de telecatch) e John Leguizamo estão ótimos como traficantes e há pontas de vários personagens conhecidos (Debbie Harry, Rob Halford, Ron Jeremy e Billy Corgan entre outros). Algumas críticas acusaram Akerlund à época de amoralismo exagerado, mas de modo geral a recepção foi boa. Afinal, os caracteres são tudo, menos versões romantizadas ou idealizadas pela obra.
Spun - Sem limites
A propósito, o termo spun é uma gíria americana para designar a sensação de vários dias sem dormir devido ao consumo desenfreado de metanfetamina.
domingo, 20 de setembro de 2009
Metal para maiores

Particularmente, não sou lá muito fã dos alemães do Rammstein. O mix de metal industrial com fetichismo fascista/sadomasoquista/homoerótico da banda nunca me soou mais do que levemente interessante, mas o videoclipe para esse novo single é realmente estarrecedor. A fantasia do metaleiro chauvinista da década de 80 concretizada.
Rammstein - Pussy
Doce decepção

Fosse lançado por algum projeto paralelo dos membros da banda ou sob outra identificação, Wilco (The Album) seria, no mínimo, considerado ótimo, digno de animadas e repetidas audições. Afinal, um álbum que traz pérolas como Wilco (The Song), You and I, Everlasting Everything e a linda balada You Never Know não pode ser nem de longe tachado de decepcionante, correto? Bem, o problema é que se trata do Wilco, que tem pelo menos três obras perfeitas, onde Jeff Tweedy e asseclas dominavam com excelência os atalhos de múltiplos estilos, de pop barroco e country até vertentes mais experimentais de rock e folk (a saber, Being There[1996], Summerteeth[1999] e Yankee Hotel Foxtrot[2002]). Quando o peso da comparação desaba sobre o último lançamento, a empolgação, se não desaparece, diminui sobremaneira. Saudosismo besta? Talvez, mas inevitável. Mas se todas as decepções assim fossem, não saberia dizer o quão menos miserável seria nossa existência.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Mais uma década se vai...
Me lembro até hoje quando comprei a edição 172 da extinta revista Showbizz, em novembro de 1999. Kurt Cobain na capa, trazendo como gancho a eleição dos melhores álbuns da década de 90. Como todas as décadas, aquela foi extremamente execrada em todo seu decorrer, sempre lembrada como pior que as anteriores, assim como vem sendo a atual. É inegável que sempre acharemos os anos que ocuparam nossa adolescência e pós-adolescência como os melhores quando falamos em música pop, mas deixando a rabujice de lado sempre há muita coisa boa pra se ouvir. Os anos 00 não foram diferentes, com muito rock, r&b, música eletrônica, hip hop e quetais legais para cada porcaria que Limp Bizkit e Nickelback defecaram sobre nossos pobres ouvidos. Abaixo, os melhores discos da década na opinião desse pobre escriba, distribuídos aleatoriamente. Se até dezembro aparecer mais alguma coisa relevante, o que parece um tanto difícil a essa altura, a lista será atualizada.
Elephant - White Stripes (2003)
Parachutes - Coldplay (2000)
Come on feel the Illinoise - Sufjan Stevens (2005)
XTRMNTR - Primal Scream (2000)
The Sophtware Slump - Grandaddy (2000)
And then Nothing Turned Itself Inside Out - Yo La Tengo (2000)
Speakerboxxx/The Love Below - Outkast (2003)
Late Registration - Kanye West (2005)
In Rainbows - Radiohead (2007)
Discovery of a World Inside the Moone - The Apples in Stereo (2000)
Music - Madonna (2000)
All that You Can't Leave Behind - U2 (2000)
Return to Cookie Mountain - TV on the Radio (2006)
Is this It? - The Strokes (2001)
Veni Vidi Vicious - The Hives (2000)
Yoshimi Battles the Pink Robots - The Flaming Lips (2002)
Songs for the Deaf - Queens of the Stone Age (2002)
Yankee Hotel Foxtrot - Wilco (2002)
The Last Broadcast - Doves (2002)
Come Away with Me - Norah Jones (2002)
Welcome Interstate Managers - Fountains of Wayne (2003)
Cuatro Camiños - Café Tacuba (2004)
Funeral - Arcade Fire (2004)
Franz Ferdinand - Franz Ferdinand (2004)
Thunder, Lightning and Strike - The Go! Team (2005)
Arular - M.I.A. (2005)
Neon Bible - Arcade Fire (2007)
Sound of Silver - LCD Soundsystem (2007)
Boxer - The National (2007)
Whatever People Say I Am, That's what I'm Not - The Arctic Monkeys (2006)
Myths of the Near Future - The Klaxons (2007)
Broken Boy Soldiers - The Raconteurs (2006)
The Hour of Bewilderbeast - Badly Drawn Boy (2000)
De Stijl - The White Stripes (2000)
The Libertines - The Libertines (2004)
Sirena - Cousteau (2002)
Talkie Walkie - Air (2004)
The Coast is never Clear - Beulah (2001)
Tired of Hanging Around - The Zutons (2007)
Musicology - Prince (2004)
Memory Almost Full - Paul McCartney (2007)
So Much for the City - The Thrills (2003)
Gold - Ryan Adams (2001)
American Idiot - Green Day (2004)
R - Queens of the Stone Age (2000)
Dear Catastrophe Waitress - Belle & Sebastian (2003)
Gorillaz - Gorillaz (2001)
Demon Days - Gorillaz (2005)
Modern Guilt - Beck (2008)
St. Elsewhere - Gnarls Barkley (2006)
B.R.M.C. - Black Rebel Motorcycle Club (2000)
Supergrass - Life on Other Planets (2002)
Wilco - A Ghost is Born (2004)
Oracular Spectacular - MGMT (2008)
Cross - Justice (2007)
Toxicity - System of a Down (2001)
Stories from the city, stories from the sea – PJ Harvey (2000)
It's Blitz! - The Yeah Yeah Yeahs (2009)
The Bird and the Bee - The Bird and the Bee (2007)
E no Brasil, nada? Evidente que também houve bons trabalhos...
CSS - Cansei de Ser Sexy (2005)
Ventura - Los Hermanos(2003)
Por Pouco - Mundo Livre S.A. (2000)
Japan Pop Show - Curumin (2008)
Punx - Guizado (2008)
Achados e Perdidos - Curumin (2005)
Artista Igual Pedreiro - Macaco Bong (2008)
Céu - Céu (2006)
Bloco do Eu Sozinho - Los Hermanos (2001)
Cosmotron - Skank (2003)
Superguidis - Superguidis (2006)
Pareço Moderno - Cérebro Eletrônico (2008)
Tanto Tempo - Bebel Gilberto (2000)
Melodias de uma Estrela Falsa - Astromato (2000)
Seres Verdes ao Meu Redor - Supercordas (2006)
Fanfarra Paradiso - Fanfarra Paradiso (2008)
Outubro ou Nada - Bidê ou Balde (2002)
Onda Híbrida Ressonante - Cérebro Eletrônico (2003)
C_mpl_te - Móveis Coloniais de Acaju (2009)
Homem-Espuma - Mombojó (2006)
Uhuuu - Cidadão Instigado (2009)
Rapidinhas
Depois de tanto tempo sem passar por aqui, algumas pinceladas sobre os últimos discos que tenho ouvido:
Money Mark - Mark's Keyboard Repair (1996)
Primeiro solo do tecladista mezzo chicano, mezzo japa dos Beastie Boys, essa belezura vai de porn groove a blaxploitation em instantes, com passagens infestadas de latinidade, funk vintage e jazz à Jimmy Smith. Destacar alguma faixa? Ah, são 30, praticamente todas com algum atrativo.
Phantom Planet - The Guest (2002)
Só um imperdoável lapso explicaria como pude demorar tanto a notar o quanto esse negócio é bom. California, que abre o segundo disco dessa banda angelena, vem martelando na TV desde 2002, na abertura de The O.C., mas só agora não desgruda do meu som. Pop bem feito, tocado com esmero, construído a partir de ótimos ganchos, todos aqueles truques sujos que caras como Paul McCartney, Elvis Costello e Alex Chilton nunca se cansam de usar. Tudo simples, muito simples. E muito, muito legal. É só ouvir Lonely Day, Always on my mind e Nobody's fault para comprovar que este é daqueles discos pra guardar junto dos melhores de Fountains of Wayne, Weezer e Teenage Fanclub. E daí que o baterista era sobrinho do Francis Ford Coppola? Só pistolão não comporia essas maravilhas.
Café Tacuba - Cuatro Camiños (2004)
Rock em espanhol geralmente causa um certo bode por aqui. Mas para cada coisa chata como Maná, existem outros tantos legais, como Los Três (Chile), Aterciopelados (Colômbia), Los Fabulosos Cadillacs (Argentina) e os mexicanos da banda em questão. Os tacubos já tinham um quase clássico (Re, de 1994), mas esse aqui é o grande disco dos caras. Mais conciso e denso, finalmente com uma produção digna do som profundo e de múltiplas influências/referências da banda, Cuatro Camiños tem power pop, new wave, psicodelia, baladas derramadas, com um som cheio de detalhes e texturas que vão se revelando a cada audição. Tudo isso cantado e tocado com empolgação de banda iniciante. Dos melhores álbuns dessa década que se encerra.
Money Mark - Mark's Keyboard Repair (1996)Primeiro solo do tecladista mezzo chicano, mezzo japa dos Beastie Boys, essa belezura vai de porn groove a blaxploitation em instantes, com passagens infestadas de latinidade, funk vintage e jazz à Jimmy Smith. Destacar alguma faixa? Ah, são 30, praticamente todas com algum atrativo.
Phantom Planet - The Guest (2002)Só um imperdoável lapso explicaria como pude demorar tanto a notar o quanto esse negócio é bom. California, que abre o segundo disco dessa banda angelena, vem martelando na TV desde 2002, na abertura de The O.C., mas só agora não desgruda do meu som. Pop bem feito, tocado com esmero, construído a partir de ótimos ganchos, todos aqueles truques sujos que caras como Paul McCartney, Elvis Costello e Alex Chilton nunca se cansam de usar. Tudo simples, muito simples. E muito, muito legal. É só ouvir Lonely Day, Always on my mind e Nobody's fault para comprovar que este é daqueles discos pra guardar junto dos melhores de Fountains of Wayne, Weezer e Teenage Fanclub. E daí que o baterista era sobrinho do Francis Ford Coppola? Só pistolão não comporia essas maravilhas.
Café Tacuba - Cuatro Camiños (2004)Rock em espanhol geralmente causa um certo bode por aqui. Mas para cada coisa chata como Maná, existem outros tantos legais, como Los Três (Chile), Aterciopelados (Colômbia), Los Fabulosos Cadillacs (Argentina) e os mexicanos da banda em questão. Os tacubos já tinham um quase clássico (Re, de 1994), mas esse aqui é o grande disco dos caras. Mais conciso e denso, finalmente com uma produção digna do som profundo e de múltiplas influências/referências da banda, Cuatro Camiños tem power pop, new wave, psicodelia, baladas derramadas, com um som cheio de detalhes e texturas que vão se revelando a cada audição. Tudo isso cantado e tocado com empolgação de banda iniciante. Dos melhores álbuns dessa década que se encerra.
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